sábado, 15 de agosto de 2015

RESENHA: O pequeno príncipe - Antoine de Saint-Exupéry

Título: O pequeno príncipe
Número de páginas: 
Editora: Geração
Sinopse do Livro: Um piloto cai com seu avião no deserto e ali encontra uma criança loura e frágil. Ela diz ter vindo de um pequeno planeta distante. E ali, na convivência com o piloto perdido, os dois repensam os seus valores e encontram o sentido da vida. Com essa história mágica, sensível, comovente, às vezes triste, e só aparentemente infantil, o escritor francês Antoine de Saint-Exupéry criou há 70 anos um dos maiores clássicos da literatura universal. Não há adulto que não se comova ao se lembrar de quando o leu quando criança. Trata-se da maior obra existencialista do século XX, segundo Matin Heidegger. Livro mais traduzido da história, depois do Alcorão e da Bíblia, ele agora chega ao Brasil em nova edição, completa, com a tradução de Frei Betto e enriquecida com um caderno ilustrado sobre a curta e trágica vida do autor.

Minha Opinião: Parece brincadeira, mas eu nunca tinha lido esse livro, conhecia a história bem vagamente, até que a Editora Geração lançou esse ano, essa edição de luxo, capa dura, super maravilhosa - não resisti.
Quanto a história, é linda e uma bela lição a cada página. O pequeno príncipe viaja por diversos planetas, o primeiro habitado pelo rei:

"Então, você será juiz de si mesmo - sugeriu o rei. - Sei que é muito difícil. É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros. Se conseguir julgar a si mesmo, provará que é um verdadeiro sábio." p.55

 O segundo planeta, encontra-se o vaidoso:

"Óbvio, para os vaidosos todas as pessoas são suas fãs." p.57

 O terceiro planeta, encontra-se o bêbado:

"- Porque bebe? 
- Para esquecer - disse o bêbado. [...] 
[...] - Esquecer a vergonha que sinto - confessou."p.61

 O quarto planeta, encontra-se o homem de negócios:

"[...] Trabalho demais! Sou um homem ocupado, não tenho tempo para futilidades. [...] p.64

 O quinto planeta, encontra-se o lampião:

"[...] seria despresado por todos que conheci: o rei, o vaidoso, o bêbado e o homem de negócios. Contudo, é o único que não me parece ridículo. Talvez porque não se ocupa apenas consigo mesmo." p.73

 O sexto planeta, encontra-se o velho que escrevia livros:

" - Qual planeta você me aconselha a visitar? - perguntou.
- O planeta Terra - retrucou o geógrafo. [...]" p.79

 O sétimo planeta, a Terra, encontra-se primeiro a serpente:

"Há solidão também quando se está entre as pessoas - filosofou a serpente." p.86

Depois de andar muito, encontrou uma raposa:

"Só se conhece bem o que se cativa - observou a raposa. - As pessoas já não têm tempo de conhecer nada. Preferem comprar tudo pronto nas lojas. Como não existem lojas que vendem amigos, as pessoas não têm mais amigos. [...] p.99


"Eis meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos." p.101

 Através do convívio entre o piloto e o pequeno príncipe, foram descobrindo e repensando seus valores na vida.

"Os olhos são cegos. É preciso ver com o coração." p.113

Quem não leu, vale a pena ler. 


Algumas fotos dessa edição:


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